segunda-feira, 7 de junho de 2010

Itajaí

Agradecemos a AFGbus.blogspot.com, pela contribuição de material para este blog,

Bem Vindo a
Cidade de Itajaí


Itajahy

A Origem

- Na chegada dos primeiros homens provenientes de São Paulo e São Vicente para se fixar nas terras junto da foz do rio Itajaí-Açú, os “indígenas” ainda faziam frente à ocupação das mesmas (terras que o homem branco pouco a pouco lhes foi tomando), eram eles:

- Os Botocudos - do Grupo Tapuia e hoje conhecidos por Kaigangues - que do interior do Vale do Itajaí atacavam os moradores para matar ou roubar-lhes.

- Os Carijós, primitivos “guaranis” que moravam à beira mar, estes já estavam praticamente exterminados àquela época. Pacíficos e de boa índole, eles foram caçados e levados para os mercados de escravos de São Vicente e São Paulo.
Conforme Gabriel Soares de Souza, escritor da época, afirma que os Carijós viviam da caça e da pesca e sabiam muito bem manejar o arco e a flecha; e que moravam em casas cobertas e tapadas com cascas de árvores para se proteger do frio.
Os Botocudos, por sua vez, eram os mais temidos porque ariscos e defensores ferozes das suas terras.

- Mesmo assim os primeiros brancos puderam, com relativo sossego, viver, plantar e colher com a presença temida dos índios. Estes ainda vinham até bem perto das casas e não se sabia onde eram os seus acampamentos porque ninguém ousava ir à sua procura.
Os ataques eram poucos e sempre visavam ao furto de objetos caseiros, comida ou armas. Não eram muito freqüentes, mas traziam os moradores sempre assustados principalmente quando tinham suas casas afastadas de vizinhos. Quem tinha um roçado distante de casa não andava só ou desarmado; e os caçadores não iam longe.
Para atacarem, os índios agiam com o maior cuidado. Com paciência, durante dias espiavam o local do seu ataque. Quando havia grupos de pessoas ou alguém armado, nunca atacavam.
Dos ataques e de mortes, contam-se alguns em Canhanduba, Itaipava, Limoeiro e Espinheiros.
Tais ataques motivaram as autoridades a criar, anos depois, uma “companhia de pedestres” (tipo polícia) para proteger a população.

- Da antiga presença dos índios no Vale do Itajaí, só resta a lembrança nos nomes de alguns lugares do Município:
- Canhanduba,
- Itaipava,
- Ariribá,
- Guaraponga, e,

Itajahy  
(Itajaí)


O Nome

- O nome Itajaí deriva-se do "rio Itajaí-Açu" que faz margem.
Foram os índios que assim o chamaram.
Na verdade, a forma de escrever este nome já experimentou diversas variações, como:
 "Táa-hy", "Tajahug" e "Itajaí".
O caudaloso rio teve muitos nomes.

- Segundo o Padre Raulino Reitz, pesquisador e fundador do Instituto Herbário Barbosa Rodrigues, a primeira menção que se conhece ao rio Itajaí se encontra num trabalho do século XVII chamado "Costa do Governo do Rio da Prata até o Brasil", feito segundo notícias de Emanuel Figueiredo, português, e Theodoro Reuter, holandês.
Nesse trabalho consta que "de uma baía que os portugueses chamam de Enseada das Garoupas"..."até o rio que os índios chamam de Tajahug até o S. Francisco o mesmo navegante conta 27 léguas.."
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Em 1772, segundo o mesmo estudioso, num mapa do Paraguai e zonas limítrofes assinala-se o rio Tayabeuy. Carlos da Costa Pereira diz que no Mapa Garaffa de 1637 ou 1641, conforme supõe Rio Branco, menciona-se o rio Tayahuy.

Em 1794, existe a mais antiga referência ao número da população itajaiense, que se encontra em requerimento onde se afirma:  
".. todos fazem o número de quarenta e tantos moradores".

Em 30 de agosto de 1799, segundo Costa Pereira, o mais antigo documento que se conhece já com a grafia de Itajahy (isto é, começando com "i" e não com "t") é o requerimento em que Joaquim Francisco de Salles e Mello, governador da Fortaleza de Santo Antônio de Ratones, na Ilha de Santa Catarina, pede uma légua de terras em quadra no rio Itajahy-Merim "para neste lugar construir uma fábrica de açúcar para seu interesse e dos reais dízimos"

- A preocupação com a explicação mais acertada do seu significado já atravessa cem anos, envolvendo importantes estudiosos brasileiros e estrangeiros; todos eles trazem sua interpretação que, com poucas variações, tem sido "rio das pedras" ou "rio dos taiás". 
Marcos Konder, que foi o primeiro historiador de nossa terra, quando estudou o assunto em sua obra "A Pequena Pátria", deixou assinalada a sua concordância com a explicação "Itajaí - o rio do taiá".
Também é possível associar a origem do nome à presença tão próxima da foz do rio das pedras, da Praia de Cabeçudas.
Entretanto, esta elucidação merecia muita pesquisa ainda e, assim, concluiremos que é muito difícil chegar-se a uma certeza, que só os índios poderiam dar.
Os desencontros ocorrem, certamente, pelas muitas maneiras com que se escreveu o vocábulo, até se fixar na forma atual - ITAJAÍ -, isto somente após 1799.

Os Desbravadores

- Os primeiros homens brancos a chegar às terras do rio Itajaí-Açú foram os predadores de índios e os faiscadores de ouro; quase todos paulistas.
De fato, o primeiro posseiro das margens do Itajaí, João de Arzão, transferira-se para Santa Catarina junto com parentes e agregados do vicentista Manoel Lourenço de Andrade, fundador de São Francisco do Sul, donde se passou para cá.
A esta primeira causa do nosso povoamento, juntar-se-ia o interesse manifesto da Metrópole portuguesa em efetivar o domínio e a posse das terras meridionais da sua colônia americana.
A decisão de 1748 do Conselho Ultramarino, autorizando o povoamento das costas catarinenses com imigrantes açorianos, visava a esse intento.

A Cidade de Itajaí

- No início do século XXI, com aproximadamente 165 mil habitantes, Itajaí, situada na foz do rio Itajaí-açú, litoral de SC, é um dos raros casos em que o desenvolvimento social caminha lado a lado com a preservação das características culturais e naturais.
Venha conhecer lugares inesquecíveis nessa cidade bem estruturada que o espera de braços abertos!

Como chegar:
Distante 97 km de Florianópolis, por via terrestre, seguindo pela BR 101 em direção ao norte do estado, através de três trevos: - Itajaí-Brusque, que liga a BR-101 ao centro, outro que dá acesso à Avenida Adolfo Konder (da Rodoviária) e, por último, o trevo de acesso à Rodovia Jorge Lacerda, que liga Itajaí a Blumenau.
Por via aérea, cerca de 7 km fica o Aeroporto Internacional de Navegantes.
Também há o acesso marítimo, através de píer de passageiros exclusivo pra o turismo marítimo.

Cronologia

"...mesmo assim, permaneciam os vazios entre as povoamentos Vicentistas e Açorianos, esparsos por todo o litoral. Um destes vazios era precisamente as terras da foz e as do Vale do Itajaí."

Século XIX


No século XIX, no início,  já eram encontrados junto aos sesmeiros que aqui estabeleceram-se, pequenos lavradores e pescadores vindos de Paranaguá, São Francisco do Sul, Armação do Itapocorói, Porto Belo e Desterro.

Os Imigrantes

Em 1816, o historiador Paulo José Miguel de Brito, entre as sugestões apresentadas para o melhoramento da Capitania, faz constar:
"... povoar e cultivar os terrenos de ambas as margens do rio Tajahi-assu desde a sua foz até à primeira cachoeira; e o Merim desde a sua confluência naquele até onde for navegável, e dali para cima até o campo da Boa-Vista."

A partir de 1823, se incentivaria a imigração de colonos não-portugueses; principalmente alemães e italianos.

- Para aqui vieram então: os vicentistas, primeiro; os açorianos; depois; e, afinal, os imigrantes alemães e italianos. Dos elementos de outras etnias, vindos em número variável, destacam-se os africanos, suíços e sírio-libaneses.

A Terra

Em 20 de julho de 1811, João Alberto da Silva, casado, morador do Rio de Itajaí alegava "que se achava há muitos anos estabelecido e de posse de 400 braças de terras de frente com 1000 de fundos, correndo a linha leste-oeste no rio de Itajaí-Mirim, onde mede as 400 braças e pelo sul com 1000 braças, estremando com o mesmo rio e com terras de Vicente José de Assunção e pelo leste com o rio Itajaí-Mirim e com Domingos de Souza de Miranda, cujos heréus não prejudica ".

Em 14 de maio de 1811, a demarcação foi feita por José Coelho Peniche

Em 25 de agosto de 1814, Dom Luiz Maurício da Silveira, governador da Ilha de Santa Catarina, concedia ao sargento-mor de milícias reformado Manoel Antônio de Souza Medeiros, um terreno na margem do Itajaí-Açú, no lugar chamado "Gaspar", com uma légua de frente por igual medida de fundo, "estremando de um lado com terras de João Orestes Barreto da Fontoura e pelos outros com o rio e com o Patrimônio Régio, para nele ser construído um engenho de açúcar".

- Foram tantos os que aqui se fixaram muitos vindos de Desterro, de São Miguel, de Porto Belo, de Armação do Itapocorói, de São Francisco do Sul, de Paranaguá, que todas as terras das imediações da foz do rio ltajaí-Açú, no começo do século passado, já estavam totalmente ocupadas.
Destes moradores muito pouco se guardou a não ser alguns dos nomes e a vaga localização das suas terras:
- Alexandre José de Azeredo Leão Coutinho tinha casa e plantações nas terras do bairro da Fazenda;
- José Coelho da Rocha plantava nas terras do hoje centro da cidade, embora morasse do outro lado do rio;
- José Correia de Negreiros e Silvestre Nunes Leal Corrêa moravam em Canhanduba e Itaipava;
- Matias Dias de Arzão tinha fazenda nas terras da Barra do Rio.

- Plantavam-se mandioca, aipim, milho, feijão, cana, batata-doce e arroz; além do algodoeiro, pois com o algodão se fiavam em casa os panos para a vestimenta diária.
Também se pescavam muito a guaivira, os bagres, as tainhas e os robalos; a pesca era quase toda no rio, poucos se dispunham a pescar no mar.
Outra atividade que muito ocupava estes primeiros moradores do ltajaí era a construção e o reparo de embarcações; atividade cumprida pelos chamados carpinteiros da ribeira.
Além da excelente mão-de-obra que aqui existia, a nossa região era muito conhecida pela boa madeira, apropriada para a construção naval.
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Vasconcellos Drumond
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Em 05 de fevereiro de 1820, o sr. Antônio Menezes de Vasconcellos Drumond recebeu ordens do Ministro Tomás Antônio de Villanova, a serviço do Rei de D. João VI de Portugal e Brasil, para estabelecer uma colônia em terras da região.
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Dom João VI
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- Vasconcellos Drumond  montou um engenho de serrar madeira e um pequeno estaleiro. Iniciou a plantação de milho e feijão, construiu o primeiro barco, a sumaca "São Domingos", que levantou ferros oito meses após, em direção ao Rio de Janeiro, levando um carregamento de cereais e taboado.
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Tomas Antônio de Villanova
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Em 26 de fevereiro de 1821, em virtude da revolução em Portugal, recebeu Vasconcellos Drumond ordem do almirante Quintetro do Reino, para suspender as obras e regressar para a Corte, vindo a suceder-lhe, por ser o mais graduado da colônia na época, o coronel Agostinho Alves Ramos.

Ao final de 1823, o coronel Agostinho Alves Ramos estabeleceu-se em terras do Itajahy, terras estas que organizou e nas quais civilizou o povoado. Estabeleceu um curato - do Santíssimo Sacramento - providenciou a vinda do religioso Frei Antônio Agote, erigiu a capela e o cemitério.

- O coronel Agostinho Alves Ramos transformou o "curato do Santíssimo Sacramento" em "freguesia" e criou a Cadeira das Primeiras Letras.
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coronel Agostinho Alves Ramos
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Em 12 de agosto de 1833, o povoado de Itajaí era elevado a Paróquia, sendo presidente da Província de Santa Catarina, Feliciano Nunes Pires.

Em março de 1834, com a morte de Frei Pedro Antônio Agote, assume a paróquia de Itajaí o seu segundo vigário, Francisco José de Souza.

Em 15 de abril de 1835, pela Lei Provincial n ° 9, foi criada a "primeira escola pública" de Itajaí, com a dotação anual de 180$000 para pagar o respectivo professor.

Em 1835, Itajaí elege Agostinho Alves Ramos como seu primeiro deputado à Assembléia Provincial.

Em 1837, foi nomeado o "primeiro professor primário" de Itajaí, Francisco José das Neves.

Em 28 de maio de 1837, o professor Francisco José das Neves é substituído interinamente por Antonio Joaquim Ferreira.

Em 1840, o contingente populacional de origem africana de ltajaí é pela primeira vez referido, quando de um total de 1.404 almas contavam-se 163 negros, significando portanto uma percentagem de onze por cento da população.

- Neste mesmo ano, Matias Dias de Arzão, Silvestre Nunes, José Correa e outros, representando mais de 40 moradores localizados nas margens do Itajaí, enviavam petição ao vice-rei, alegando que as ditas terras eram ocupadas e protestando contra a concessão das mesmas a requerentes que diziam estarem as mesmas "desertas e incultas".

Em 1843, assume a direção da Paróquia do Santíssimo Sacramento o padre espanhol Francisco Hernández.

Em 26 de janeiro de 1850, falecia em Itajaí, D. Ana Ramos, natural de Peniche, Portugal, esposa de Agostinho Alves Ramos, organizador do povoado de Itajaí.

Em 1850, a igreja de Itajaí ruiu e as imagens foram recolhidas à casa do coronel. Sabe-se que em 1859 a reconstrução da antiga igreja ainda não estava concluída

Em 16 de julho de 1853, falece em Itajaí Agostinho Alves Ramos.
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Coronel Agostinho Alves Ramos
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Em 04 de abril de 1859, pela Lei n.° 464, a paróquia do Santíssimo Sacramento de Itajaí era elevada à categoria de "Vila".

Em 15 de junho de 1860, Itajaí é elevada à categoria de município, desmembrando-se de Porto Belo.

Em 28 de setembro de 1864, por Portaria da Presidência da Província de Santa Catarina, o prático da barra de Itajaí, Jacinto José dos Santos, tinha o seu ordenado mensal elevado de 20$000 para 30$000, "por ter que pagar às suas custas dois homens que o auxiliavam no serviço".

Entre 1864 e 1865, foi construída a "primeira estrada ligando a Colônia Blumenau à Barra do Rio Itajaí", seguindo o mesmo traçado da atual Rodovia Jorge Lacerda.

Em 1865, falece no Rio de Janeiro, capital do Império, Antônio Menezes Vasconcellos Drumond.

Em 13 de abril de 1868, pela Lei n.° 603, é criada a Comarca de Itajaí, sendo seu primeiro juiz o dr. Joaquim da Silva Ramalho.

Em 1 ° de maio de 1876, Itajaí é elevada à categoria de "Cidade".

Em 24 de julho de 1877, Marcos Konder Sênior contraíra matrimônio em Itajaí com Adelaide Flores, filha de José Henrique Flores, grande latifundiário no Vale do Itajaí.

Década 1880

Em 1880, uma das maiores enchentes de que se tem registro assolou a Cidade de Itajaí, causando grandes prejuízos à sua população.

Em 02 de fevereiro de 1880, é suprimida a Comarca de Itajaí, cujos assuntos judiciais voltaram à jurisdição de São Francisco do Sul.

Em 30 de março de 1881, a Comarca de Itajaí é restabelecida.
    
Em 05 de janeiro de 1882, nascia Marcos Konder.
    
Em 1884, circulava o "primeiro jornal da cidade", o "Itajahy" dirigido pelo professor João da Cruz e Silva. Deste semanário editaram-se apenas 3 números.
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Baia de Itajaí - 1884
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Em 1886, foi editado o "segundo jornal de Itajaí", "A Idéia", dirigido por Eduardo Miranda e Tranqüilo da Silva. Teve muito pouca duração.

Em 3 de janeiro de 1887, é inaugurado o Hospital S. Beatriz (mais tarde sanatório para doenças pulmonares). O nome foi uma homenagem à esposa do então presidente da Província de Santa Catarina, Francisco José da Rocha, apelidado de "Bacalhau".
Era seu provedor Nicolau Malburg, o "Velho", e a renda para a sua construção proveio de uma taxa de 100 réis por dúzia da madeira exportada.
       
Em 28 de abril de 1895, fundava-se a Sociedade Atiradores (atual Sociedade Vasconcelos Drummond).
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Sede da Sociedade Atiradores
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Em 21 de março de 1897, era fundada a Sociedade Guarani.
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Sociedade Guarany - 1902
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Em 15 de junho de 1897, era inaugurado o "primeiro serviço de abastecimento de água da cidade", sendo prefeito o Dr. Pedro Ferreira e Silva.

Em 30 de maio de 1898, falecia na Alemanha, para onde fora em tratamento de saúde, o Sr. Marcos Konder Sênior.
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Porto de Itajaí
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Século XX

Década 1900


Em 1907, a serraria da Cia. Assemburg.
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- Edifício situado na rua Lauro Müller, pertencente, na época, a Eduardo Dias de Miranda (foto anterior a 1908).
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Década 1910  


- Primeira bomba de abastecimento de gasolina, instalada em Itajaí.
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Em 1910, inaugurava-se a "iluminação elétrica" na cidade, da qual era concessionário Max Puetter, embora a firma proprietária da empresa pertencesse a Félix Busso Assebürg.
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Em 1911, uma das maiores enchentes de todos os tempos assola o município.
Os prejuízos foram parcialmente cobertos por verbas federais e municipais e, por subscrições públicas, das quais participou, inclusive, o jornal "O Estado de S. Paulo".

Em 24 de junho de 1911, fundava-se em Itajaí a "Loja Maçônica" a "Acácia Itajaiense".
Foram seus fundadores: - Adolfo Walter da Silva Schiefler, Alcibiades Rotoli, Américo da Silveira Nunes, Alexandre Justino Régis, Alois Fleischmann, Antônio Lopes de Mesquita, Castor Casares Arias, José Felipe Geraldo, João Mariano Ferreira Júnior e Max José Schirmann.
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Loja Maçônica Acácia Itajaiense - 1911
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Em 17 de dezembro de 1912, deu-se o nome de Navegantes ao povoado do outro lado do Rio Itajaí Açú, até então conhecido por Santo Amaro.
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Estação ferry boat
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Torre da igreja Nossa Senhora dos Navegantes e Praça de Navegantes
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Praça da Praia - década 1960
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Década 2000
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Em 15 de março de 1913, com um capital de 250:000$000, fundava-se a Cia. Fábrica de Papel Itajaí, a maior indústria da época, sendo os seguintes os seus acionistas fundadores: - Fides Deeke, Bruno Hering, Hermann Hering, Herman Stoltz & Cia., Max Hering, Gotlieb Reif, Carl Rischbieter, José Deeke, Curt Hering, Hermann Mueller e Paul Hering.
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Em 4 de dezembro de 1913, inaugurava-se o Grupo Escolar Vítor Meireles, construído no governo estadual de Vidal Ramos, sendo prefeito de Itajaí o Sr. Jorge Frederico Tzaschel.
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Na sessão de 17 de dezembro de 1913, a Câmara Municipal de Itajaí abriu concorrência para a "instalação de uma linha de bondes" puxados por tração animal. 
Ninguém se interessou pela instalação desse serviço.

Em 1 de janeiro de 1917, na administração do prefeito Marcos Konder, inaugurava-se o Mercado Público Municipal.
1917
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Em 5 de maio de 1917, na administração Marcos Konder, era aprovada a Lei Municipal n° 72 , tornando obrigatório o ensino primário neste município, para crianças de 7 a 12 anos.

Década 1920
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Rua Dr. Hercílio Luz, década 1920
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Prédio de 1925, Prefeitura de Itajaí até 1972 - década de 1920
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Em 12 de outubro de 1920, foi comemorado o primeiro Centenário de Fundação de Itajaí.
O evento foi promovido pelo prefeito Marcos Konder, sendo a data por ele estabelecida de acordo com suas prerrogativas sobre Antônio Menezes Vasconcellos Drummonnd.
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 Missa Campal -1920
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Em 1923, rua Dr. Pedro Ferreira.
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Em 1925, o "locomóvel" que está sendo puxado por um trator destinava-se à Estação Experimental que funcionou na rua Uruguai.
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Em 1925, Agência Ford, revenda e oficina de veículos.
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Em 22 de novembro de 1925, foi inaugurado o prédio da Prefeitura Municipal, que sediou o Poder Executivo até 14 de julho de 1972.
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Prefeitura
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Em 30 de junho de 1926, falece Lauro Müller, no Rio de Janeiro, capital da República, aos 63 anos de idade.
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Senador Lauro Muller
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Em 1927, vindo de Florianópolis, chega ao porto de Itajaí o vapor Carl Hoepeck.
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Em 05 de agosto de 1928, um ano após a inauguração da VARIG – Viação Aérea Riograndense, aconteceu o "primeiro pouso em Itajaí", quando o hidroavião da VARIG, trazendo o então ministro da Viação e Obras Públicas Victor Konder, do governo do presidente Washington Luiz.
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A 12 de outubro de 1928, Itajaí recebia a visita oficial do governador de Santa Catarina, Adolfo Konder, que vinha inaugurar o novo "abastecimento de água" da Ressacada, a "instalação de luz elétrica" em Cabeçudas e a "Escola Lauro Müller", na Vila Operária.
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1928
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1928
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Em 09 de novembro de 1928, a Prefeitura Municipal celebrou contrato com a Companhia Telefônica Catarinense para instalação dos "serviços telefônicos" na cidade e nos distritos.

Década 1930
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Itajahy - década 1930
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Em 10 de agosto de 1930, foi inaugurada a "ponte sobre o Itajaí-Mirim", na Barra do Rio, (antiga ponte Marcos Konder, ainda hoje existente ao lado da nova, que manteve a mesma denominação).
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Inauguração da ponte Marcos Konder - 1930
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Em 1932, na Revolução para depor o governo do Presidente Getúlio Vargas , no Rio de Janeiro, embarque do Batalhão.
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1932
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Em 30 de outubro de 1935, circulava o "primeiro número" do "Jornal do Povo".

Em 1936, inaugura o Jardim Bruno Malburg.
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Em 1º de dezembro de 1936, na madrugada, a população de Itajaí foi para as ruas ver a passagem do dirigível alemão"Hindenburg", que fazia um vôo pelo sul do Brasil.
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Em 19 de março de 1938, instalava-se um posto de saúde, na Rua Pedro Ferreira, dirigido pelo Dr. Ivo Stein Ferreira.
Na foto tomada no dia da inauguração aparecem:
1) Dr. Felipe Batista de Alencastro; 2) Dr. Ivo Stein Ferreira; 3) Dr. Amílcar Barca Pelon; 4) Dr. Joaquim Madeira Neves; 5) Dr. Argemiro Noronha; 6) D. Ana Schneider; 7) Manoel Coelho; 8) Manoel José dos Santos; 9) guarda sanitário Eugênio; 10); 11) guarda sanitário Heil; 12) Félix Gaia; 13) Antonio Martins.
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Equipe de saúde
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Em 12 de junho de 1938, era inaugurado na Praça Vidal Ramos o busto de Lauro Müller.
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Procissão de Navegantes passando em frente a Praça Vidal Ramos
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1935
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Década 1940
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Cine Itajaí, rua Hercílio Luz, década 1940
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Praça Vidal Ramos, a pérgola, década 1940
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Antiga igreja matriz na Praça Vidal Ramos, década 1940
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Corrida de Automobilismo no centro da cidade, década 1940
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Visita do Presidente Getúlio Vargas, década de 1940
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Em 1940, navios da Marinha Brasileira ancorados no porto durante a 2ª Guerra Mundial.
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Em 1940, o Jardim Bruno Malburg.
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Em 1940, Rua República Argentina, junto a margem do rio Itajaí-Açú.
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Em 1940, Praça Vidal Ramos, esquina rua Lauro Muller, centro.
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Em 25 de abril de 1941, é inaugurado o "primeiro aeroporto" da região, o Aeroporto Salgado Filho em Itajaí, localizado na Rua Blumenau, bairro Barra do Rio, onde (2013) se localiza a "CELESC".

- O aeroporto de Itajaí era chamado de “Campo da Aviação”.
Para as pessoas que moravam perto, era um dos lugares preferidos para ir nos dias de folga.
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 Inauguração do Campo da Aviação
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- O “Campo da Aviação” na Rua Blumenau, foi freqüentado por aviões das empresas aéreas:
Nacionais: - Varig, Real, TAC - Transportes Aéreos Catarinense, Cruzeiro do Sul, Panair do Brasil, Vasp.

Estrangeiras: - Braniff, Pan Am, Eastern, National, TWA, Aerolineas Peruanas, British United Airways, BOAC, entre outras.

- Operaram nele aeronaves como o Douglas DCConvair 240, e os romanticos teco-tecos paulistinhas.
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Convidados para vôo da VARIG na época da inauguração, num dos primeiros aviões que pousou e decolou do “Campo da Aviação”
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- As pistas do aeroporto: - no sentido norte sul, começava na Rua Herta Thieme e terminava na beira do rio Itajaí-Açu na região da Barra do Rio.

- No sentido leste oeste, começava na Rua Blumenau e terminava na beira do rio na região do Maruim.
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Na foto aérea se vê as pistas e as instalações da fábrica de papel e a passagem da balsa na Barra do Rio
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Em dia 19 de fevereiro de 1941, com o projeto aprovado, os fiéis, os ricos e os pobres, ajudaram a arrecadar fundos para que o pedreiro Manoel Dono Morgado, espanhol, com cinco outros mestres da mesma arte,começou a lançar os fundamentos e alicerces da nova Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento.
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Em 1942, com a presença do Senhor Arcebispo Metropolitano de Florianópolis, após estarem prontos os fundamentos, fez-se a cerimônia da benção do primeiro tijolo, depois colocado dentro de uma pedra, aberta 50 anos depois.

Nota:
Assim em 1992 foi aberta a pedra e encontrado este documento transcrito em sua grafia original,do Padre José Locks
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Em 1945, população de Itajahy comemora o Fim da Segunda Guerra Mundial na Praça Vidal Ramos.
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Em 29 de fevereiro de 1948, a grande enchente ataca a cidade.
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Em setembro de 1949, eram instalados os "primeiros telefones automáticos" em Itajaí.
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Aparelho de telefone da época

Década 1950
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1952
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Em 1950, o Aeroporto Salgado Filho de Itajaí, conhecido como "Campo da Aviação" é transferido da Rua Blumenau, ainda tímido para o outro lado do rio Itajaí-Açú, na margem Norte, o então bairro de Navegantes (atual município de Navegantes – 1961).
O Campo da Aviação ainda continuou funcionando.
O Aeroporto de Navegantes foi realmente o primeiro, propriamente dito, a ser estabelecido no Vale do Itajaí. 
Distancia-se cerca de 300 metros da praia balneária de dez quilômetros.

- O atual Aeroporto Internacional de Navegantes originou-se com a construção da pista de pouso e decolagem e de pátio de estacionamento para pequenas aeronaves em terras da Real Fazenda, localizada no litoral, a três quilômetros a nordeste do centro do bairro de Navegantes.
A pista, inicialmente com 1.500 m, e o pátio de 150 x 73,5 m eram utilizados por agricultores e empresários locais.
- O aeroporto foi propriamente inaugurado em 1977, pelo presidente Geisel, pertencendo ao Ministério da Aeronáutica.
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Em 1952, Rua Dr. Hercílio Luz, junto a praça Vidal Ramos.
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Rua Dr. Hercílio Luz, junto a praça Vidal Ramos
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Rua Dr. Hercílio Luz, antiga igreja matriz 
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Em 1952, Rua Lauro Muller, centro.
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1952
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Em 1953, Desfile de 7 de Setembro na rua Dr. Hercílio Luz.
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Em 1953, os foliões festejam o Carnaval nas ruas de Itajaí.
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Vista aérea - 1954
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Em 1954, Rua Lauro Muller, centro de Itajaí.
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Em 1955, decolagem de avião bimotor no Aeroporto de Itajaí Victor Konder, no bairro de Navegantes.
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Sociedade Guaraní em agosto de 1955.
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De 06 a 14 de novembro de 1955, a inauguração da Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento foi precedida de solene novena preparatória, 

Em 14 de novembro de 1955, o então arcebispo Dom Joaquim Domingues de Oliveira, acompanhado pelas autoridades, dirigiu-se à frente da velha Matriz, de onde partiu ovacionado, ao som da banda e espocar de foguetes.
Ao som dos quatro sinos da nova Igreja, ele entra no templo. 
Neste instante o coral entoou o hino "Ecce Sacerdos Magnus".

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Em 15 de novembro de 1956, a consagração da Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento quando ficou pronto o altar-mor.
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Altar Mor
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Em 1956, a primeira Estação Rodoviária, junto a avenida Ministro Victor Konder (atual Centro de Abastecimento Municipal Paulo Bauer).
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Em 1957, o Presidente Jucelino Kubcheck de Oliveira inaugura obras do Porto de Itajaí.
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Em 02 de fevereiro de 1958, Procissão da Festa de Navegantes no canal do Rio Itajaí-Açú.
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 Em 10 de junho de 1959, em Brasília – DF,
Senado Federal
Subsecretaria de Informações
LEI N. 3.564 – DE 10 DE JUNHO DE 1959
Dá ao aeroporto da cidade de Itajaí, no Estado de Santa Catarina, o nome de Victor Konder.
O Presidente da República:
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º É denominado Victor Konder o aeroporto da cidade de Itajaí, no Estado de Santa Catarina.
Art. 2º Revogam-se as disposições em contrário.
Rio de Janeiro, 10 de junho de 1959; 138º da Independência e 71º da República.
Juscelino Kubitschek
Francisco de Melo
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Em 1959, vista do posto de gasolina Texaco, junto a Barra do Rio.
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Vista aérea de Itajaí em 1959.
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Vista Itajaí, destaque para igreja matriz - 1959
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Década 1960
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Vista praça Vidal Ramos, década 1960
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Rua Lauro Muller - 1960
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Vista 1960
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Rua Dr. Hercílio Luz - 1960
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Década 1960
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Em 17 de julho de 1960, com aparelho trazido de Curitiba, realizava-se a primeira tentativa de captar televisão nesta cidade, utilizando-se uma torre de energia elétrica instalada onde hoje é a Avenida Marcos Konder, em frente ao Laboratório de Análises do Dr. Nogara. (Conseguiu-se captar apenas o som de uma emissora paulista).

Em 5 de julho de 1962, falece em Itajaí Marcos Konder.
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Marcos Konder
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Em 1969, a cidade recepciona a Miss Brasil Vera Fischer, em sua escala para Blumenau.
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A Miss
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Década 1970


Em dezembro de 1975, inaugura a segunda Estação Rodoviária, junto a Rua José Eugênio Müller (à direita, ao fundo a Garagem da Auto Viação Catarinense) e Rua Alberto Werner (já demolida, atual Paço Municipal - Prefeitura de Itajaí).
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Em 1978, Praça Paulo Bauer.
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Década 1980
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Ferry boat
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Em 1981, Festa do Divino Espírito Santo, junto ao tapete confeccionado pela comunidade.
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Terminais Rodoviários Municipais (mais popularmente conhecidos como "Terminais Urbanos") de Itajaí.
Construído no início dos anos 1882, o primeiro terminal urbano - T. U. Bonifácio Schmidt, em conjunto com a continuação da Av. Min. Victor Konder, a "Beira-Rio"- Av. Min. Victor Konder (já demolido, atual Centro Eventos Itajaí, mais conhecido como "Parque da Marejada")
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Em 1982, Igreja de Confissão Luterana.
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Em 1983, o Estádio do Marcílio Dias, chamado de "pasto de bode".
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Os Bodes
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O segundo terminal urbano - T. U. Gov. Pedro Ivo Campos construído entre o fim dos anos 80 e início dos anos 90, em conjunto com a Av. Ver. Abrahão João Francisco, a "Contorno Sul"- Av. Ver. Abrahão João Francisco (à esquerda) e Rua Arnaldo José Oliveira (já demolido, aguardando o início das obras para implantação do sistema integrado)
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1997
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Década 1990
Em 1999, vista do centro da cidade.
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Século XXI
Em 11 de dezembro de 2001, inaugura a terceira Rodoviária, a atual, Terminal Rodoviário Internacional de Itajaí - TERRI, junto a Av. Gov. Adolfo Konder, esquina com a Rua Agílio Cunha, bairro São Vicente.
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Terminal de lata
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23.01.2005
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Em 24 de janeiro de 2008, a grande enchente novamente ataca a cidade de Itajaí e causa grande destruição.
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Em 26 de novembro de 2009, o navio Grand Voyager atracou ontem pela segunda vez nesta temporada em Itajaí. Trouxe 836 passageiros das mais diversas regiões do país. Todos foram recebidos na revitalizada Praça Vidal Ramos, que agora conta com arena de apresentações culturais, venda de artesanato e a participação de entidades filantrópicas que exploram espaços comerciais. Até o final da temporada são esperados mais de 40 mil turistas de cruzeiros na cidade.
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Igreja Matriz SS Trindade - 2009
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2009
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2009
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Década de 2010
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2010
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Lançado esta semana, pela Prefeitura de Itajaí, o portal Itajaí 150 Anos, contendo diversos conteúdos, destacando dentre estes o Itajaí de amanhã, com projetos a serem realizados em 2010, dentre estes estão os Terminais Urbanos Integrados (além de obras adjuntas).
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Terminal Cordeiros
Material afgbus.blogspot.com
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Terminal Fazenda
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Terminal Ressacada
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Vultos Ilustres de Itajaí

Adolfo Konder - (Itajaí 1884 - Rio de Janeiro 1956). Bacharel formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, S.Paulo, fez jornalismo e fundou o "Novidades" juntamente com Tibúrcio de Freitas.
Foi diplomata, Deputado Federal, Secretário de Estado e Governador de Santa Catarina. Fundador da cadeira no. 26 da Academia Catarinense de Letras, foi destacado orador (Foto: Dr.Adolfo Konder - Arquivo da Fundação Genésio Miranda Lins).

Agostinho Alves Ramos - (Portugal - Itajaí 1853). Fixou residência em Itajaí por volta de 1823, depois de ter residido no Rio Grande do Sul e no Desterro, onde se associara ao comerciante Anacleto José Costa. Ao seu trabalho comunitário devem-se as ações que culminaram com o surgimento da futura cidade de ltajaí: criação do curato, ereção da primitiva capela; construção do cemitério, criação do Distrito do Rio de Itajaí; criação da primeira escola pública e estabelecimento do primeiro distrito policial.
Foi deputado provincial nas legislaturas de 1835 a 1836, 1838 a 1839 e 1850 a 1851. Em 1845, foi condecorado pelo Imperador Dom Pedro ll com a Comenda da Ordem de Cristo no grau de cavaleiro. Pertenceu à antiga Guarda Nacional, tendo chegado ao posto de tenente-coronel.

Alexandre Marcos Konder - (Itajaí 1904 - Rio de Janeiro 1953). Bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo, foi jornalista e escritor. E autor de várias obras de viagem, teatro e romances: "Vidas e Tradições Japonesas", "Nossos Vizinhos dos Andes", "História do Japão" e "Os Halifax".

Antônio Menezes Vasconcelos de Drummond - (Rio de Janeiro 1794 - Paris 1874). Jornalista e diplomata, Vasconcelos de Drummond recebeu do Ministro de D. João VI, Tomás Antônio de Villanova Portugal, em 1820, a incumbência de estabelecer uma colônia em duas sesmarias reais junto ao rio Itajaí-mirim. No entanto, no próprio dizer de Drummond, não "houve meios nem tempo de levar a cabo".

Antônio Müller dos Reis - (Itajaí 1883 - Niterói 1942). Conhecido pelo pseudônimo literário de Reis Neto, destacou-se com poeta e cronista. Ainda publicou cartas, conferências, novelas e romances. Sua característica literária maior foi o apego ao mar, no que pode ser considerado tão notável marinhista quanto Virgílio Várzea. Foi oficial da Marinha Mercante Brasileira.

Arnaldo Brandão - (Itajaí 1922 - 1976). Poeta, cronista, contista, romancista e teatrólogo. Ocupou a cadeira no.1 da Academia Catarinense de Letras. Obras Publicadas: "Poemas de Arbran", "Bas-Fond", "Um Brasileiro nos Caminhos da Europa," "Sol Perpendicular'; "A Taverna do Gato Branco", "No Mundo da Lua", "O Vendedor de Pinhões", "Luz", "Cortina Amarela" e "Bartolomeu".

Eduardo Mário Tavares - (Itajaí 1919 - São José dos Pinhais - PR 1978). Filho de tradicional família itajaiense, quando jovem passou a residir no Rio de Janeiro e depois em Florianópolis. Funcionário público e professor, destacou-se como poeta. E o autor das letras dos hinos centenários de Blumenau e Brusque e de diversas poesias lembrando sua terra natal. Faleceu tragicamente em desastre de automóvel na estrada para Curitiba-PR.

Eugênio Luiz Müller - (Itajaí 1856 - Rio de Janeiro 1936). Foi advogado provisionado, primeiro Superintendente Municipal de ltajaí, Vice governador do Estado de Santa Catarina e Deputado Federal. Pertenceu à antiga Guarda Nacional com o posto de coronel. Em 1913, transferiu-se para o Rio de Janeiro onde foi tabelião.

Félix Busso Asseburg - (Itajaí 1885 - Blumenau 1937). Industrial, financista e político; era filho de Guilherme Asseburg, fundador da firma Asseburg & Cia., empresa de grande destaque no final do século passado e inicio deste. Como político foi vereador, presidente da Câmara Municipal e deputado estadual. Empresário pioneiro, introduziu em ltajaí a energia elétrica e os veículos automotores.

Gaspar da Costa Moraes - (Itajaí 1898 - 1942) - Professor, primeiro inspetor escolar do Município, jornalista e escritor. Redatoriou o jornal "ltajahy" e colaborou em muitos outros. Em 1924, publicou no "Anuário de Itajaí" o conto "O Marujo ltajaiense".

Genésio Miranda Lins - (Itajaí 1903 - 1977) - De origem humílima, iniciou-se cedo no mundo do trabalho como contínuo da agência do Banco Nacional do Comércio de ltajaí, da qual chegaria a gerente.

Em 1935, juntamente com empresários e capitalistas do Vale do ltajaí, funda o Banco lndústria e Comércio de Santa Catarina S/A.
Tendo sido seu presidente. Líder empresarial e político, foi deputado federal e suplente de senador; merecendo destaque sua intensa participação em todos os movimentos comunitários importantes de Itajaí.

Gustavo Lebon Régis - (Itajaí 1884 - Rio de Janeiro 1930) - Militar, participou dos combates da Lapa - PR onde foi ferido. Como engenheiro, trabalhou na construção da Ponte Hercílio Luz. Foi deputado estadual e federal. Participou também da Comissão de Demarcação de Limites entre Santa Catarina e Paraná. Faleceu no posto de Coronel.

Henrique da Silva Fontes - (Itajaí 1885 - Florianópolis 1966). Bacharel em Direito, Diretor da lnstrução Pública em Santa Catarina, Secretário de Estado, Procurador Geral, Desembargador, professor universitário e fundador da Universidade Federal de Santa Catarina. Pertenceu à Academia Catarinense de Letras e ao Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina.

Hermes Guedes da Fonseca - (Itajaí 1909 - Florianópolis 1971). Conhecido pelo pseudônimo literário de Guedes Jr., destacou-se como poeta e cronista. Foi diretor da Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina.

Irineu Bornhausen -(Itajaí 1896 - 1974) - Empresário, vereador, Prefeito Municipal, Governador do Estado de Santa Catarina e Senador da República. No seu governo municipal foi criado o Ginásio Municipal e, como Governador do Estado, implantou a rede de água de Itajaí e o Hospital Maternidade Marieta Konder Bornhausen e apoiou a criação da Universidade Federal de Santa Catarina.

Jayme Fernandes Vieira - (Itajaí 1897 - 1971). Jornalista, contista e trovador, desde cedo integrou-se às lides literárias e jornalísticas da cidade tendo participado do corpo de redação de diversas jornais itajaienses.
Participou das atividades políticas, elegendo-se vereador à Câmara Municipal. Como contista, publicou em 1924 o conto "Valentia". Notabilizou-se também como trovador, sob o pseudônimo de Zé Fumaça, com trovas publicadas nos jornais "A Nação" e "Jornal do Povo ".

João Dias de Arzão - (São Paulo - Itajaí 1697). Companheiro do fundador de São Francisco do Sul, Manoel Lourenço de Andrade; em 1658 requereu uma sesmaria junto à foz do rio Itajaí-mirim e ali se afazendou. Foi o primeiro sesmeiro a se localizar nas terras do ltajaí e aqui permaneceu até seu falecimento. A família Arzão destacou-se na busca de ouro.

João Marques Brandão - (Itajaí 1880 - 1930). Orador e teatrólogo, tinha predileção pelo teatro. Juntamente com o irmão Félix foi ensaiador de diversos grupos dramáticos e, por vezes, também representava. Como orador, tinha o verbo inflamado e persuasivo e sabia arrebatar os auditórios. Fundou com os irmãos Félix e Apolinário, a 21 de março de 1897, o "Corpo Cênico de Itajaí"; grupo precursor de teatro amador de ltajaí.

José Brandão - (Itajaí 1924 - 1976). Pintor e escultor, conhecido pelo apelido familiar de Dídi. Herdou da família o gosto pela arte e foi aluno da Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Em 1952, participou de uma primeira exposição, o lV Salão Municipal de Belas Artes do Rio de Janeiro. A primeira individual foi em 1954, o Salão Lux Hotel em Florianópolis.
Foi aquinhoado com diversos prêmios, dos quais cabem destaque para o "Prêmio João Daut de Oliveira", no Salão de Belas Artes; "0 Trabalho na Arte", no Rio de Janeiro, 1953; "Prêmio Tribuna da Imprensa", no 1o. Salão de Alunos da Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, em 1960 e "Prêmio Escultura" no mesmo Salão de Alunos da Escola Nacional de Belas Artes. Em 1974, foi incluído no "Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos, obra editada pelo Ministério da Educação e Cultura.

José Eugênio Müller - (Itajaí, 1889 - Rio de Janeiro, 1963) - Filho do Coronel Eugênio Luiz Müller, em 1915 foi eleito vereador e presidente da Câmara Municipal. Em 1924, fundou a Sociedade Cooperativa Construtora Catarinense, pioneira na construção de casas populares e responsável pelo surgimento do bairro da Vila Operária.
Durante a campanha política da Aliança Liberal foi o seu líder em nossa cidade, elegendo-se em 1935 deputado federal. Tendo transferido residência para o Estado do Rio de Janeiro, em 1947 foi nomeado prefeito de Nova Friburgo - RJ, depois presidente do Banco do Estado do Rio de Janeiro e depois eleito deputado federal por aquele Estado.

José Henriques Flôres - (São Paulo 1835 - Itajaí 1887). Tenente-Coronel da Guarda Nacional, como Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de ltajaí, governou o Município desde a sua emancipação até 1877 com breves interregnos. A ele se deve a criação da Comarca em 1868 e ainda elevação da Vila à categoria de cidade a 10 de maio de 1876.

José Pereira Liberato - (São Francisco do Sul 1828 - Itajaí 1885) -Passou a residir em ltajaí por volta de 1850, como comerciante. Em 1861, foi eleito vereador e Presidente da Câmara Municipal, tendo sido o organizador da administração do Município.
Foi também deputado provincial no período 1864 - 1865 - e Vice-Presidente da Província de Santa Catarina, nomeado por decreto do lmperador Pedro II de 20 de setembro de 1879. Entre as muitas atividades comunitárias que exerceu consta ainda a de Provedor do ex-Hospital Santa Beatriz.

Juventino Linhares -(Camboriú 1896 - Itajaí 1968). Nascido no Arraial da Barra de Camboriú, hoje município de Balneário Camboriú, veio criança para ltajaí. Foi jornalista, cronista e orador. Editou em 1924, juntamente com Jayme Fernandes Vieira, o "Anuário de Itajaí". Foi por largos anos editor do jornal "O Pharol".

Lausimar Laus - (Itajaí 1916 - Rio de Janeiro 1979). Foi professora em Florianópolis e no Rio de Janeiro e depois se iniciou no jornalismo. Licenciada em Letras Clássicas, tinha o doutorado pelas Universidades de Madrid e do Rio de Janeiro. Em 1976, recebeu o prêmio Odorico Mendes da Academia Brasileira de Letras pela melhor tradução do ano.

Marcos Konder - (Itajaí 1882 - 1962). Industrial, financista, político e intelectual, foi prefeito de Itajaí no período de 1915 a 1930. Revelou-se administrador extraordinário. Como escritor cabe destaque para a sua obra "A Pequena Pátria", crônica histórica sobre Itajaí.

Max Tavares d'Amaral - (Itajaí 1906 - Rio de Janeiro 1972). Bacharel formado pela Faculdade do Largo São Francisco, São Paulo; exerceu a advocacia em ltajaí e Blumenau e foi promotor público em Rio do Sul.
Em 1945, passou a residir no Rio de Janeiro onde foi presidente do Centro Catarinense. Neste mesmo ano foi eleito deputado federal constituinte. Foi também jornalista e escritor, cabendo destaque para a sua obra"Contribuição à História da Colonização Alemã no Vale do Itajaí ".

Marechal Olímpio Falconieri da Cunha - (Itajaí 1891 - Rio de Janeiro 1967) - Filho de Olímpio Aniceto da Cunha que foi vereador e Superintendente substituto de Itajaí, fez seus estudos primários em Itajaí e na Capital do Estado. No Rio de Janeiro, freqüentou a Academia Militar. Participou da Força Expedicionária Brasileira na Campanha da Itália como comandante das forças não divisionárias. Comandou o II Exército e foi Ministro do Supremo Tribunal Militar.

Nicolau Malburg - (Schweiuch, Alemanha 1832 - Rio de Janeiro 1890). Mestre-escola na Alemanha, em 1858 fixou residência em Itajaí. Dedicou-se logo ao comércio tendo fundado em 1860 a Cia. Comércio e Indústria Malburg S/A., firma hoje extinta.
Ocupou diversos cargos públicos, tendo sido vereador e presidente da Câmara Municipal em diversas ocasiões. Ao seu trabalho como presidente do legislativo municipal se devem a construção do ex-Hospital Santa Beatriz e a compra da primeira casa para a Câmara de Vereadores. Foi condecorado pelo lmperador Pedro ll com a lmperial Ordem da Rosa no grau de cavaleiro.

Frei Pedro Antônio de Agote - (Espanha - ltajaí - 1834). Religioso franciscano nomeado capelão-curado de ltajaí pela provisão episcopal de 31 de março de 1824 de D. José Caetano da Silva Coutinho, Bispo do Rio de Janeiro. Chegou à Ilha de Santa Catarina em 1814, tendo respondido pelas Capelanias de Garopaba e Armação da Piedade. Foi vigário de ltajaí, o primeiro, de 1823 até o seu falecimento em 1834. lnterinamente respondeu também pelas paróquias de Porto Belo e São Francisco do Sul.

Dr. Pedro Ferreira e Silva - (Sant'Ana do Catu-BA - 1861 - Itajaí 1911). Médico estabelecido em ltajaí em 1886. Foi vereador, Presidente da Câmara Municipal, Superintendente Municipal, Deputado Estadual e Federal. Como jornalista, atuou entre outros nos jornais itajaienses "Novidades" e "O Pharol".
Foi o primeiro presidente do "Grêmio Literário 3 de Maio". À sua administração deve o Município a implantação da rede de energia elétrica, o primeiro serviço de abastecimento d'água e outras importantes realizações.

Rachel Liberato Meyer - (Itajaí 1895 - Florianópolis 1959). Filha de tradicional família itajaiense, foi aluna de dona Júlia Miranda de Souza. Quando jovem, participou do corpo cênico da Sociedade Estrela do Oriente. Casada com Ernesto Meyer, tempos depois transferiu sua residência para Capital do Estado. Em 1960, foi publicado por seus filhos o seu livro de crônIcas intitulada "Uma Menina de ltajaí".

Cônego Tomás Adalberto Fontes - (Itajaí 1891 - Blumenau 1961). Ordenado em 1917, foi auxiliar do Cura da Catedral de Florianópolis, jornalista e deputado federal. Fundou e dirigiu por largos anos no Rio de Janeiro a "Revista de Cultura".

Victor Konder - (Itajaí 1886 - Rio de Janeiro - 1941). Bacharel em Direito, jornalista, promotor público, Secretário de Estado. Em 29 de maio de 1926, foi convidado para o cargo de Ministro da Viação e Obras Públicas do governo de Washington Luiz. À sua ação como Ministro se deve a consolidação do Porto de ltajaí. Pertenceu à Academia Catarinense de Letras e foi o fundador da cadeira no. 8.
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O Porto
As primeiras referências ao nosso Porto datam de 1816 e são de Paulo José Miguel de Brito na sua obra "Memória Política da Capitania de Santa Catarina", editada em Lisboa em 1829.
Conta o memorialista:
"O porto de Tajahy é pequeno e pouco freqüentado por não haver ali povoação, mas é seguro e abrigado,e pode vir a ser de transcedente utilidade, como ao diante direi: a sua entrada é entre o pontal do Norte e a ponta Cabeçuda do lado do Sul, com 6 a 7 braças de fundo; o canal é estreito, e deve demandar-se com vento e maré favoráveis; o ancoradouro tem o sobredito fundo, e é defronte de uma fazenda de lavoura, chamada do Arzão, única que com casa ali se encontra".
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Carlos Riviere, ao levantar o mapa hidrográfico das costas catarinenses nos anos de 1858 e 1859, trouxe-nos outros dados técnicos: largura máxima do rio, 704 palmos; largura mínima do rio, 400 palmos; profundidade máxima, 45 palmos; profundidade mínima, 9 palmos.
Estas referências nos permitem localizar com exatidão o ancoradouro do Porto, naquela época situado na Barra do Rio, junto da confluência do ltajaí-mirim com o Itajaí-açu. As dificuldades apontadas por Paulo José Miguel de Brito, acrescidas das necessidades decorrentes do crescimento econômico do Município e região levaram o Governo Federal, através do Ministério de Viação e Obras Públicas então ocupado pelo itajaiense Lauro Severiano Müller, a criar a Comissão de Melhoramento do Porto de ltajaí.
Somente como dados ilustrativos do significativo aumento dos negócios executados através do nosso Porto no correr das duas primeiras décadas, diremos que, em 1905, 85 navios demandaram ao Porto; em 1910, eram 151 e, em 1920, 442 navios.
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Transporte de madeira no Porto de Itajaí - Arquivo Fundação Genésio Miranda Lins
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Em 1902, se construíra o Farol de Cabeçudas, que baliza a entrada da barra do rio Itajaí-açu.

Em 1906, as obras do Porto de ltajaí haviam conquistado sobre a margem direita do rio, hoje Avenida República Argentina, a área onde se deu início a construção dos trapiches.

No ano de 1925, foram movimentados 18.726 toneladas de mercadorias importadas e exportadas 31.267 toneladas.

No entanto, até 1926, os trabalhos de melhoramento do Porto não tiveram um plano de caráter geral ou projeto definitivo e se limitavam à execução de um guia corrente e um cais de saneamento, onde se encontravam os trapiches.
Quando o Ministério de Viação e Obras Públicas voltou a ser ocupado por outro itajaiense, Victor Konder, celebrou-se a 22 de junho de 1927, o contrato para execução das obras, de acordo com o projeto aprovado em 1926.

As obras se iniciaram a 8 de agosto de 1927, mas foram suspensas com o advento da Revolução de 1930.
Somente por volta de 1938, se reinicia a construção do Porto propriamente dito, com a contratação das obras do primeiro trecho do cais (233 metros), do terrapleno e de um armazém e pavimentação das áreas; isto em novo local: junto da Avenida Eugênio Müller.
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A segunda parte do cais ficou pronta em 1950, e a terceira, por volta de 1956; além da construção do frigorífico.

O Porto de Itajaí só foi considerado definitivamente organizado e teve uma Junta Administrativa a partir da vigência do Decreto Federal no. 58.780, de 28 de junho de 1966. Antes era administrado pela Inspetoria Fiscal dos Portos de São Francisco do Sul e Itajaí, antiga 17ª Inspetoria Fiscal dos Portos.
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Molhes da Barra
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Praias

Praia dos Amores
De mar aberto, é um extensão da Praia Brava, separada apenas pela Lagoa de Santa Clara. Praia urbanizada, mas sem perder seu aspecto nativo. Na parte norte, há o Morro do Careca, que dispõe de uma plataforma de 160 m de altura, propício para a prática de vôo livre. Com infra-estrutura de hospedagem. Acesso pela Rod. Oswaldo Reis ou pela Estrada da Rainha.

Praia Brava
Uma das praias mais badaladas do estado, com areias fofas e mar agitado. Apesar do grande movimento, não abandonou suas características agrestes. De dia, é point de surfistas e gente bonita. À noite, são os bares e boates da praia que recebem muitas pessoas, além de DJ's conhecidos internacionalmente. Possui boa infra-estrutura, com vários restaurantes e bares.
Para chegar, segue-se através de Cabeçudas por estrada sem pavimento.

Praia do Morcego
De acesso difícil, chega-se através de trilha com saída da praia das Cabeçudas ou do morro do Farol. É isolada e pequena, ótima para quem procura paz e sossego. Possui uma gruta, ou caverna, como preferir chamar, com 4 m de largura e 50 m de profundidade ao pé do Morro do Farol. E adivinhe quem mora nela? Leia mais uma vez o nome da praia. Acertou, os morcegos.

Praia de Cabeçudas
Praia com boa estrutura turística, com restaurantes e hotel. Considerada a mais charmosa de todas, com belos casarões de veraneio. Com suas águas tranqüilas, é uma das preferidas pelas famílias. O Farol de Cabeçudas, com uma linda vista da região, fica na elevação do pontal sul dessa praia.
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1920
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Década 1920
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Década 1940
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1952
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1952
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Década 1980
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Praia do Jeremias
Com lindo mirante do Bico do Papagaio (formação rochosa), cartão-postal da região. Suas águas são calmas, rasas e limpas, propícias para esportes náuticos e banhos de mar, inclusive com crianças.

Praia do Atalaia
Bastante frequentada por surfistas, que aproveitam as ondas regulares do costão à direita.
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Estação Ferroviária de Itajaí
Estrada de Ferro Santa Catarina - EFSC

- A antiga Estação Ferroviária de Itajaí, situava-se no Bairro Fazenda, na região conhecida como Esplanada; onde hoje está localizado o Super Mercado Xande e aquele terreno da futura Havan. Há quem diga que a Estação era uma construção provisória, de madeira; e que assim tenha permanecido até ser demolida.
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Itajaí – 1958
Na foto Dr. Eurico Adam, Dagoberto Blaese Jr e o primo Carlos E. Schlenker 
O trem ultrapassa a atual Avenida Contorno Sul ao lado da UNIVALI
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Inauguração da EFSC
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Os trilhos seguiam pela Rua Uruguai, passando pelos Atiradores; – no terreno da antiga Ermasa ainda era possível ver alguns “pedaços” de trilho – subindo em direção ao bairro Itaipava. Na região aos fundos do CE Pedro Paulo Phillipi, até pouco tempo atrás, era possível ver o que restou dos “trilhos do trem”; virando inclusive, ponto de referência para moradores do local. Com a construção da Avenida Contorno Sul, toda aquela área foi revitalizada; e os trilhos, retirados; ou provavelmente, cobertos pelo asfalto.
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Em 1954, foi inaugurada a Estação de Itajaí, passando a ser o ponto inicial da linha - km 0.
A linha foi desativada em 1971, a estação foi demolida.
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A Estação Ferroviária de Itajaí não existe mais. 
Todo o pátio, que ficava no bairro Fazenda na atualidade é de um grande supermercado.
Aliás, Itajaí, em razão do grande crescimento urbanístico tratou logo de apagar as marcas da ferrovia.
Hoje para achar vestígios é preciso ter um olho clínico muito bom"
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Terminal Rodoviário Internacional de Itajaí
TERRI
Material afgbus.blogspot.com

- Com seu novo terminal rodoviário, Itajaí, em Santa Catarina, consegue aliar funcionalidade e bom-gosto, descongestionando o trânsito da cidade e oferecendo mais conforto para os viajantes do País e Mercosul que passam por ali.
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Material afgbus.blogspot.com

Parece aeroporto. Em tudo, a começar pelo projeto arquitetônico de desenho arrojado, com materiais estruturais e de acabamento de primeira qualidade. O acesso é fácil e rápido, o ambiente é agradável e seguro. Há espaços amplos, praça de alimentação e lojas com instalações de extremo bom-gosto.

Na realidade, chega a ser melhor do que alguns aeroportos brasileiros. Mas as plataformas, ou melhor, os portões de embarque, são identificados por displays eletrônicos. Não há aglomerações nem corre-corre. O passageiro embarca como nos aeroportos modernos: apresenta o bilhete ao encarregado, que usa um leitor de código de barras para conferir tudo e liberar o acesso ao ônibus.

Estamos falando do Terminal Rodoviário Internacional de Itajaí - TERRI -, em Santa Catarina, construído entre os anos de 2000 e 2001 e inaugurado em dezembro passado. Ele não se destaca pelo tamanho nem pelo volume diário de passageiros, mas serve de exemplo para cidades de qualquer porte e de qualquer parte do País. Solução inteligente de uma administração inteligente que decidiu terceirizar, por meio de licitação, esse tipo de serviço na cidade, com investimentos mínimos que já estão gerando retorno ao poder público, mediante a remuneração de 5,1% sobre o valor da taxa de embarque.

Ao poder público coube investir tão-somente na melhoria do sistema viário da região, de forma a prover acessos rodoviários ao terminal. O custo do terreno, bem como todas as obras de construção civil e instalação de infra-estrutura informatizada, ficaram a cargo da Rizzi Administradora de Terminais, que gerencia a operação. A construção foi realizada com recursos próprios da Rizzi, que também contou com o suporte de agentes financeiros.

Para a administradora, o retorno do investimento é obtido com a remuneração de 94,9% da taxa de embarque e de 100% da locação das lojas e dos outros serviços instalados, como banco com terminal 24 horas para diversas agências, entre outros. A taxa de embarque, regulamentada pelo DETER/SC - Departamento de Transportes e Terminais, é de R$ 0,21 para viagens de até 25 km e R$ 0,90 para viagens acima de 25 km.

Para traçar as diretrizes de construção e funcionamento, os idealizadores do projeto não se contentaram em apenas atender às normas estabelecidas pelo DETER/SC e às exigências municipais, mas buscaram outras soluções, inclusive por meio de pesquisas em outros terminais.

O terminal, pode-se dizer, não possui nada de revolucionário. Ao contrário, uma de suas grandes qualidades é justamente o fato de combinar soluções relativamente simples, sem viadutos nem pavimentos subterrâneos ou elevados. Toda a construção fica ao nível do solo, contando com um pé direito bastante elevado para comportar ônibus de todos os tamanhos e alturas. A localização é estrategicamente bem-resolvida, fora do centro da cidade e próxima da BR 101.

O terminal tem 7.500m2 de área construída, em terreno de 31.480m2. A construção, projetada e executada pela NBC Arquitetura e Construções Ltda., de Cascavel/PR, baseia-se em estrutura convencional, com pilares principais pré-moldados. A cobertura está fixada sobre estrutura metálica composta de telhas de aço pré-pintadas refletivas com revestimento de tecnologia francesa. Todo o revestimento externo do terminal é do mesmo material da cobertura - revestimento metálico pré-pintado -, o que dá um aspecto moderno com linhas suaves e cores agradáveis. O piso interno é feito em material de alto tráfego PEI V (da Portobello) e a pavimentação externa foi construída em paver inter-travado de concreto.

Tudo o que diz respeito aos usuários funciona no pavimento térreo. O piso único, sem degraus, facilita o deslocamento, principalmente de idosos, gestantes e deficientes físicos. O mezzanino comporta instalações administrativas da operadora do terminal, de algumas empresas de ônibus e também dos lojistas instalados no térreo. O projeto contempla uma boa disposição para as lojas e demais serviços oferecidos aos usuários, todos voltados para o saguão de espera, bastante amplo. Há duas baterias de banheiros masculinos e femininos (pagos) e uma bateria de banheiros masculinos e femininos (gratuitos). Na primeira alternativa, o preço é de R$ 0,50 para utilizar os sanitários e R$ 3,00 para chuveiro. Há ainda banheiros para pessoas portadoras de necessidades especiais (deficientes) e ainda - como nos bons aeroportos - fraldários independentes e gratuitos.
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Material afgbus.blogspot.com

FUNCIONAL E SEGURO
A área de estacionamento pago é de 1.800m2 e tem capacidade para 125 veículos. Há vagas exclusivas para deficientes físicos e para carros oficiais, de serviço e administração, carga e descarga. Também há estacionamento gratuito. No caso do estacionamento pago, o preço é de R$ 1,00 a hora, e quem quiser deixar o carro no terminal por um ou mais dias e retirá-lo ao retornar de viagem, paga a taxa fixa diária de R$ 10,00.

Um discreto e eficiente sistema de segurança é feito por monitoramento de câmeras durante 24 horas por dia, com todas as imagens gravadas digitalmente. São 12 câmeras que cobrem tudo o que acontece em praticamente todas as áreas do terminal. Há policiamento ostensivo feito por policiais militares. Um posto da PM está instalado no local.

As áreas de embarque e desembarque dispõem de 20 boxes. Há mais dez na área de espera, para situações de tráfego mais intenso em dias de maior movimento, como feriados prolongados. Desde sua inauguração, em 11 de dezembro, o terminal enfrentou com tranqüilidade os grandes feriados do final de ano, Carnaval e Páscoa.

O funcionamento é bastante simplificado. Os ônibus são controlados na guarita de entrada, por meio de fichas individuais. O embarque dos passageiros, totalmente controlado por código de barras colado no bilhete da passagem, é ágil. No momento do embarque, um coletor de dados registra e confere as informações, posteriormente armazenadas em CPU, que processa todos os dados de cada passageiro embarcado, como data, horário, empresa transportadora, portão de embarque, código do funcionário responsável pelo controle de embarque, taxa de embarque etc. Isso possibilita obter mapas de fluxo de passageiros por dia, mês, ano, empresas transportadoras e portões mais utilizados, por exemplo. Um serviço de alto-falantes, que faz a chamada dos passageiros para o embarque, opera em integração com a guarita, as empresas e as operadoras.

O volume médio de embarques e desembarques do terminal de Itajaí é de 900 passageiros por dia e chega a 1.300 nos dias de pico. Sexta-feira e domingo são os dias de maior movimento.
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ACESSO FÁCIL
Itajaí, com cerca de 150 mil habitantes, segundo o último Censo do IBGE, tem o maior porto de desembarque de pescados e um dos principais portos mercantes do País, respondendo por 90% das exportações brasileiras de frango congelado e de diversos outros produtos da indústria catarinense.

A localização, às margens da BR 101, faz da cidade um importante entroncamento rodoviário brasileiro. Assim, o terminal é usado principalmente como ponto de passagem de ligações para diversas cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Bahia, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas, e também para países do Mercosul, como Argentina e Paraguai.

Ao decidir aposentar o antigo terminal, que já completava 27 anos, os idealizadores do projeto do novo terminal pensaram nisso, levando em conta o conforto dos passageiros que fazem longas viagens, nas quais, muitas vezes, se gasta um tempo excessivo para entrar e sair das grandes cidades. Em Itajaí, esse tempo era de 30 minutos.

LOCALIZAÇÃO
Localizado a 5 km do centro da cidade e a 1,5 km da BR 101, o novo terminal oferece vantagens tanto para a população de Itajaí como para quem está de passagem. Além de não congestionar as vias urbanas, os ônibus que passam pela cidade não levam mais do que 17 minutos para entrar, permanecer e sair do terminal. Do centro ao terminal, gastam-se 15 minutos de ônibus, ou 10 minutos de carro. E a cidade ganhou um moderno centro comercial e de serviços.

Quinze empresas de ônibus mantêm boxes de venda de passagens e operam no terminal, que é gerenciado por uma equipe de cinco pessoas e conta com 48 funcionários distribuídos pelos setores administrativo, operacional, de manutenção externa e de limpeza.

ÁREA COMERCIAL
Há lojas de artesanato, presentes, brinquedos, perfumaria, bijuterias, acessórios femininos, produtos de conveniência, diversões eletrônicas, tabacaria, livros, jornais e revistas. Também estão disponíveis serviços como encadernação, papelaria, xerox, plastificação, além de box telefônico, venda de cartões telefônicos e de suprimentos de informática. No local funcionam um posto policial e uma agência bancária.

O terminal dispõe de completa praça de alimentação, onde se encontra desde cafezinho e refrigerantes a lanches e refeições completas, em condições de total higiene.


Itajahy

Agradecimentos:

Agradecemos a AFGbus.blogspot.com, pela contribuição de material para este blog,

Bibliografia e Fontes:

ITAJAÍ - De Silveira Júnior (Academia Catarinense de Letras, Dezembro/1972)
PERFIL DE ITAJAÍ - Editado pela Prefeitura Municipal de Itajaí (Outubro/1995)
O PATRONO DO CLUBE - De Silveira Júnior (Home Page do Clube Atiradores )
PEQUENA HISTÓRIA DE ITAJAÍ  - Prof.Edson d'Ávila (1982)
Everaldo Jose dos Santos
Fonte: Fundação Genésio Miranda Lins [http://fgml.itajai.sc.gov.br]
Fonte: PEQUENA HISTÓRIA DE ITAJAÍ - Prof. Edson d'Ávila

Fotos e conteúdo Praias cedidos gentilmente pela
FITUR - Fundação Itajaiense de Turismo
Tel. (47) 3348-1080 / 3248-9255

Referências:

PEQUENA HISTÓRIA DE ITAJAÍ - Prof. Edson d'Ávila
Por Luiz Carlos Beraldo
Fotos: Sílvio Aurichio

12 comentários:

  1. Parabéns! Gostei muito!
    Atualmente, estou em fase de conclusão de uma pesquisa sobre os primeiros habitantes da região da foz do Itajaí, após 1750 até 1840.
    Abraço,

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  2. muito bom,,esse trabalho adorei.....

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  3. Excelente trabalho. Visitem também o Blog SOU PAPA SIRI (http://soupapasiri.blogspot.com e conheçam mais sobre a História e as Memórias do Cotidiano de Itajaí. Grande abraço!

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  4. A FOTO QUE REGISTRA A INAUGURAÇÃO DO AEROPORTO SALGADO FILHO EM ITAJAI 25.4.1941 ESTÁ COM INFORMAÇÃO ERRADA. O ENTÃO AEROPORTO ERA LOCALIZADO NO BAIRRO BARRA DO RIO EM ITAJAI , NA RUA BLUMENAU . UM NOVO AEROPORTO FOI CONSTRUIDO NA DECADA DE 60 NO OUTRORA BAIRRO DE NAVEGANTES , HOJE MUNICIPIO E O AEROPORTO POSSUI O NOME DE MINISTRO VICTOR KONDER , ITAJAIENSE , PRIMEIRO MINISTRO DE VIAÇÃO DO BRASIL EM 1927 .IDO

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  5. o trem cruza fazenda , 1930. A informação esta incorreta . Esta foto é de 1958 e aparece meuavô DR EURICO ADAM , Dagoberto Blaese Jr ( eu) e meu primo Carlos E. Schlenker . o trem esta passando onde hoje é av, Contorno Sul ao lado da UNIVALI . cOMO FAÇO PARA LHE ENVIAR MAIS FOTOS??? dagoberto@pontofinal.tur.br

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    1. Olá Dagoberto, fiquei satisfeito pelo comentário e correção, desculpe a demora em responder.
      Aguardo suas imagens, meu e-mail:
      jpmulller@gmail.com
      Grande abraço.

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  6. A foto que fala estádio do Marcilio Dias (pasto do Bode) está errada. Trata-se na verdade do estádio Adolpho Konder, em Florianópolis.

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  7. Gostaria de saber se algum de voces conhecem pessoas que estudaram na Escola Victor Meirelles nos meados dos anos 60.Minha filha precisa entrevistar uma pessoa que tenha estudado lá nessa época,contando suas lembranças.SE puderem me ajudar meu email é edna.bacaycoa@uol.com.br.

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    1. Estudei la em 1965 com minha primeira professora de Piçarras e em 1966 com D. Ieldes Castro

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    2. Estudei la em 1965 com minha primeira professora de Piçarras e em 1966 com D. Ieldes Castro

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  8. Ótima matéria, porém faltou citar nas referências que extraiu fotos e conteúdos do meu blog http://afgbus.blogspot.com

    Veja LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.

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